Poder demais dá ruim
Acordei com a notícia do ataque dos EUA contra a Venezuela e não poderia deixar de refletir e escrever sobre isso, principalmente por que me assustou e ao entrar nas redes sociais, lendo os comentários, fiquei em Pânico.
O Brasil tem comemorado situações que não me parecem normais. A esquerda é a direita estão tão doentes que se tornam cada vez mais cegas e extremas.
Quando pouca gente concentra poder demais, o risco é real — aqui, lá fora, em qualquer lugar. E quem acha bonito hoje pode ser a próxima vítima amanhã.
No Brasil, é cada vez mais claro que o Judiciário está passando do ponto. Ministro que investiga, acusa, julga e ainda interfere nos outros poderes. Tudo sempre com a mesma desculpa (justificativa): “é pra defender a democracia”.
Mas democracia que depende de poder absoluto já não é democracia.
O pior é que já sentiram o gosto. E quem sente o gosto do poder sem freio dificilmente larga. A caçada vai andando, o limite vai sumindo, e a regra vira conveniência. Hoje é um alvo “aceitável”. Amanhã, quem garante que não é qualquer um que pense diferente?
E não adianta dizer que “é pro bem”. Toda concentração de poder vem embrulhada num discurso bonito. Sempre foi assim.
Lá fora o filme é o mesmo. Quando um país poderoso começa a achar que pode decidir quem governa outro, o sinal é claro: perigo à vista. Hoje é a Venezuela. Amanhã pode ser outro. País grande pega gosto. Testa até onde pode ir. Se ninguém freia, avança.
Quando Donald Trump fala que pode decidir o futuro da Venezuela, não é bravata inocente. Os Estados Unidos têm histórico. Já invadiram países falando em liberdade, democracia e ajuda humanitária — e depois ficaram com petróleo, minério, terra e poder.
E achar que o Brasil está fora dessa conta é ilusão. Água doce, terra fértil, minério, petróleo, biodiversidade. País rico em recurso sempre entra na mira quando a força bruta vira regra.
O problema nunca foi só quem manda. É quanto poder a gente aceita entregar sem reclamar. Porque depois que entrega, não é fácil tomar de volta.
Então a pergunta é simples, sem frescura:
se esse poder todo fosse usado contra você, você ainda ia aplaudir?
Se a resposta for não, então já passou da hora de parar de achar isso normal.
Porque poder sem limite, aqui ou lá fora, sempre termina mal.
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