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Mostrando postagens de Abril, 2016

Não há de que reclamar afinal!

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Não acho que eu vá muito longe, sabe? Na verdade tenho quase certeza que meus planos jamais  sairão do papel. Mas não me sinto triste com isso. Uma pequena dose de frustração, talvez. Sou do tipo de cara que consigo rir ao ver fotos de pessoas com quem não tenho mais nenhum contato por recordar quando éramos unha e carne. Consigo me alegrar com as conquistas das pessoas que um dia passaram por minha vida sem que elas saibam. Putz! Já vivi cada história que daria um livro. Embriago-me de lembranças, me consumo em nostalgia. Sorrio dos momentos mais idiotas que já vivi e até me pergunto onde está fulano ou sicrano. Já coloquei uma galera em enrascadas com meus sonhos loucos. Nussa! Deve ter muita gente ai com histórias nossas para contar. Sempre fui assim. Entro na vida das pessoas como quem não quer nada, deixo uma lembrança e depois, assim como o tempo, parto. Não sou o melhor amigo do mundo, não sou o melhor pai do mundo, nem de longe o melhor filho do mundo. Mas sou o mundo! Existe em m…

Sobre você, só você!

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Porque há dias que viram noites e você ainda não saiu de seus pensamentos.
Resolvo me afastar, penso em não mais estar esperando você, mas é impossível ser eu sem o que tem teu em mim.
Odeio tantas coisas em você! Odeio o jeito seu de ser tão você. Você faz, você decide, você vai... E eu expectadora observo, torço, sofro, coro, sorrio e sigo odiando você.
Você é incrivelmente enorme. Enorme em atos e palavras, gestos e gostos. Tão seu, tão você. 
Odeio como cala quando dói, quando passa pela vida seguindo mesmo que rasgue, mesmo que sangre.
Eu calo, eu peço, eu sofro quieto e espero esse momento passar.
Odeio quando lambe suas feridas e entra em outra batalha de cabeça erguida sem demonstrar suas dores.

Quando...

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É quando vem aquela dor que só eu sinto, Aquela dor que só eu entendo, É que eu quero gritar sem que ninguém me ouça. É quando eu procuro uma companhia que se faça presente no silêncio que preciso.
É quando as feridas cicatrizadas resolvem sangrar, Que meu mundo se desfaz. Como um pesadelo que insiste em se repetir, Para que eu não me esqueça que a fortaleza em mim é feita de papel de pão.
Olho em todas as direções procurando um porto, Mesmo sabendo que me encontro em pleno mar aberto. Procuro um pedaço de chão enquanto despenco em queda livre, Anseio por ar enquanto a pressão do nada me mostra que estou sozinho.
A dor que o tempo insiste em manter, A lembrança que a mente insiste em carregar, O vazio que o coração insiste em não deixar preencher, A certeza que a incerteza me trás.
As palavras continuam companheiras. Mesmo sem nexo, não se preocupando em demonstrar sentido a nada que através delas se  traduz. Mesmo sem serem conselheiras, Mesmo sendo apenas palavras...