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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Um pouco sobre quem...

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Sempre fui um cara medíocre. De pensamentos nobres, sonhos grandiosos e atitudes fracassadas. Sou assim desde que me entendo por gente. Se vasculhar meu passado verá a verdade sobre mim. Sempre fui um cara de belas palavras, grandes promessas, sorriso largo e coração amargurado. Sempre fui assim. Sempre busquei a paz provocando a guerra e sempre quis questão de ser amado e o odiado. Diria até que ser odiado me dava mais prazer. Sempre quis estar cercado de pessoas, mesmo sendo um amante e admirador da solidão. Acho os seres humanos tão desinteressantes e é exatamente isso que ora ou outra me atraem neles.
Controverso, cínico, seco, manipulador. Extremamente sensível, carente e autodestrutivo. E a pergunta que sempre me faço é: O que ou quem sou eu?

Enigma...

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E como quem não quer nada, o pequeno espaço que eu habitava se tornou tão grande quanto infinito. Quase tão extenso quanto o vazio crescente que ocupava meu ser dia após dia. Minha cama se encolheu, minha visão se nublou e eu só pensava em estar naquele mesmo lugar onde um dia desejei nunca mais voltar. Queria apaixonar-me, mas como? Eu mesmo fiz questão de furar cada vaso de esperança que existia em meu coração. Fiz questão de destruir em mim a ingenuidade natural que existe em todos os homens, permitindo-os sonhar. E agora, perante o vazio, olhando um céu sem estrelas, com olhos sem brilho me pergunto: O que vale mais? O isolamento sem dor, que me dilacera ou a presença que trás consigo o sofrimento outrora tão avassalador ?
Trato a solidão com respeito. Assim como um velho sábio, seu silêncio me trás ensinamentos valiosos. E de tudo o que aprendi, algo se destaca: Conhecer-se é uma dádiva e uma maldição.

Iluda-se...

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Invente a mentira que melhor convier sobre mim. Diga que sempre errei, que nunca fui nada daquilo que você sonhou que eu fosse. Engane as pessoas com a mais cruel descrição de mim que puder. Me basta saber que seu coração sempre irá carregar a doce e cruel verdade. Diga que eu bebia demais, que fumava demais, que nunca te dei valor, que amou sozinha, que tentou sozinha, que sempre esteve sozinha. Mas ao fim do dia, não será capaz de calar a verdade que seu coração irá insistir em repetir até que o sono o silencie temporariamente. Grite suas convicções aos sete ventos, justifique suas falhas com as minhas. Faça isso! Iluda-se... E guerrilhe com seu coração, tentando convencê-lo de que sua boca é quem diz a verdade. Encontre outros amores, outros prazeres. Vista sua melhor lingerie e entregue-se com vontade, sem pudor, sem vaidade e com muito desejo. Arrepie-se com os toque que sentirá. Viva intensamente cada momento. Pois no final, é isso que serão: momentos. E quando o tempo passar, seu i…

Um ano de reinvenções

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Hoje faz um ano... Um ano que meu mundo mudou completamente. Um ano que minhas certezas deixaram de existir. Um ano que descobri o qual cruel as pessoas podem ser e o qual sofrido pode ser essa descoberta. Hoje faz um ano que tudo que eu tinha como certeza na vida se foi. Onde sentimentos foram substituídos, onde amizades foram reduzidas a pó e outras firmadas na rocha. Foi um período de reconstrução, de reconhecimento, de luta contra mim mesmo, um teste de fogo para minha determinação e força. Foi o momento de ser moldado a ferro e fogo, de sentir em toda plenitude os significados das palavras fracasso e solidão. Mas não foi um ano apenas de coisas ruins, não! Foi exatamente em meio a esse mundo sem chão que aprendi que a vitória vem do alto, que aprendi o quanto sou forte, o quanto posso ir longe. Nas dificuldades, a lista enorme de amigos se reduziu a uma quantidade que os dedos da mão são muitos para contar. Mas fico feliz, sabe? Pois agora eu sei que a qualidade dos amigos que tenho …