Por amar...
Às vezes, o coração parece abafado — bate forte, descompassado — justamente quando precisamos falar com mais firmeza a quem mais importa. Isso acontece porque nunca há, em nós, a intenção de ferir; há apenas o cuidado de não permitir que algo se perca.
Amar, no entanto, também é ter coragem. Coragem de sustentar a firmeza quando ela é necessária. Coragem de enfrentar um coração agitado como o mar e uma mente em turbilhão para fazer o que precisa ser feito.
É pausar depois, respeitar o próprio tempo, reconhecer a energia que se esvaiu e o cansaço que a alma passa a carregar.
E seguir adiante com a certeza de que quem ama cuida — e cuidar, muitas vezes, é agir mesmo quando isso provoca dor ou desconforto. Amar é educar. E não existe educação sem alguns arranhões, sem marcas, sem atravessar pequenos desconfortos que também ensinam.
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