Manifesto da minha espiritualidade
Não creio em um deus que tudo vê e tudo sabe, mas se cala diante das injustiças. Minha razão não aceita um ser que permita tanto sofrimento sob o pretexto de um plano invisível. Ainda assim, também não vejo na vida um acaso frio e vazio.
Acredito em algo maior — não um ser, mas uma energia que flui, que vibra nas coisas simples: no céu que muda de cor, no silêncio que acolhe, nas folhas que dançam ao vento, nas formigas que seguem seu caminho. A vida, para mim, não tem um propósito fixo e imutável. Vamos criando e recriando sentido à medida que vivemos, errando, aprendendo e tocando quem cruza nosso caminho.
Carrego valores como bússola: respeito, honra, compaixão, bondade, liberdade, coerência e sinceridade. Eles guiam meus gestos, mesmo quando minha forma de estar no mundo oscila entre a rispidez e a delicadeza. Sou feito de contraste, mas não abro mão da integridade.
Me conecto comigo mesmo no silêncio, na solitude, nos detalhes que poucos param para ver. E me conecto com o mundo pelo afeto e pela atitude, tentando fazer o bem sem esperar algo em troca. Não preciso de fé para ter fé nas pessoas. Não preciso de religião para acreditar na força de fazer o certo.
A fé que respeito é aquela que transforma, não que oprime. A fé que admiro é a que acolhe, não a que exclui.
Meu desejo espiritual é simples e profundo: ser alguém que faz bem. Que alivia, que acolhe, que toca.
Não preciso me encaixar em rótulo nenhum. O que me guia é o que sinto, o que vivo, o que escolho ser. Estou no caminho, com presença, com verdade, com sentido. E isso basta.
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