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Mostrando postagens de julho, 2026

Sem filtro

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Tem dias que são muito difíceis, principalmente para aqueles cuja balança emocional nunca parece estar calibrada. Dias em que se deseja a dor da solidão, e não a paz da solitude. Dias em que se respira fundo, mas os pulmões nunca parecem se preencher. Dias em que a bateria está esgotada, mesmo tendo sido recarregada. Dias sem explicação lógica. Aparentemente, não há nada de errado. Mas tudo está fora do lugar. Dias em que se deseja um colo, mas tudo o que se consegue é deitar em posição de proteção, com a luz apagada e nenhum som além da própria respiração ofegante. Esses são, mais frequentemente do que se gostaria, os dias das pessoas que sentem demais, que não possuem filtros emocionais e que, por questão de sobrevivência, aprisionam a maior parte dos próprios fantasmas dentro do peito, tornando-se casas mal-assombradas por si mesmas.

Crise

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Há dias em que acordamos com o coração descompassado e a cabeça fora do lugar. Ansiedade. Pensamentos embaralhados. Uma tristeza sem explicação. Procura-se um colo. Um abrigo. Um refúgio. Um carinho. Fases. Crises. Frescura. "Inexplicável." O tempo passa. Respiração ofegante. Olhos fechados. Corpo encolhido, em posição fetal. Desprotegido. Inconsolável. A busca por uma explicação. Por algum entendimento. Nada. Entender ajuda. Mas perseguir uma razão, às vezes, é mais uma forma de desmoronar. Então resta dar tempo ao tempo. Fazer do momento, presença. Da sensação, companhia. Da fragilidade, morada. Até que, sem aviso, o peito se aquieta. Os sentimentos se desfazem como névoa. E seguimos. Ainda em passos cautelosos. Ainda em ritmo incerto. Porque a crise raramente diz adeus. Ela apenas sussurra: até breve.